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Mostrando postagens de setembro, 2020

A derrota do diabo

 "Cristo venceu o diabo valendo-se dos mesmos meios com que este tinha vencido: e, tomando as mesmas armas que ele tinha usado, derrotou-o. Ouve como o fez.  A virgem, o lenho e a morte foram os sinais de nossa derrota. A virgem era Eva, o lenho era a árvore; a morte,  o castigo de Adão. E eis que de novo a virgem, o lenho e a morte, que foram sinais da nossa derrota, se tornaram sinais de nossa vitória. Com efeito, em vez de Eva, Maria; em vez da árvore da ciência do bem e do mal, o lenho da Cruz; em vez da morte de Adão, a morte de Cristo. Vê como demônio foi vencido pelos mesmos meios com que vencera? Na árvore, ele fez Adão cair, na árvore Cristo derrotou o demônio. A primeira árvore conduziu à  região dos mortos; mas a segunda fez voltar até mesmo os que haviam descido para lá. O primeiro homem, já vencido e nu, se escondera entre as árvores; Cristo, porém, vitorioso, se mostra a todos, também nu, do alto de um lenho.  (São João Crisóstomo. Século lV).

Ao "Santíssimo e Diviníssimo" ou "Ao Santíssimo e Digníssimo Sacramento?

É frequente ouvir fiéis responderem “ Ao Santíssimo e DIGNÍSSIMO Sacramento “, enquanto outros respondem “ Ao Santíssimo e DIVINÍSSIMO Sacramento “. Qual é a forma correta? A forma correta é “Diviníssimo”. Há quem objete, corretamente, que o divino não tem graus, e, portanto, não pode ter superlativo. É divino e acabou, pois o divino é absoluto por definição. Isto é verdade. No entanto, o uso do superlativo neste caso é o que se costuma denominar “licença poética”: uma forma inusual de expressão que tem, aqui, a finalidade de enfatizar precisamente o  absoluto de Deus  – e, mais precisamente ainda, a Sua  absoluta presença real  no Sacramento da Eucaristia. Quanto à palavra  “digníssimo” , ela não implica, em si, nenhuma heresia. É apenas o superlativo de “ digno ” – e Deus é digno de toda adoração; aliás, só Ele é digno de adoração. No entanto, o termo  “digníssimo”  também pode ser aplicado a  qualquer um de nós, humanos , já que toda pessoa hum...

Papa Bento XVI lança novo livro que denuncia falsas ideologias na Igreja

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       Em nova e extensa biografia, Bento XVI desmascara o atual “credo anticristão”     A verdadeira ameaça para a Igreja é a ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas”, alerta o papa.    " A sociedade moderna tem adotado o seu próprio “credo anticristão” e vem punindo com a “excomunhão social” os que não compartilham desse credo."      É o que afirma o Papa Emérito Bento XVI, de 93 anos, em uma das passagens da sua nova biografia, “Benedikt XVI – Ein Leben” (Bento XVI – Uma vida), recém-publicada na Alemanha (4 de maio). O livro de mais de 1.100 páginas foi escrito pelo também alemão Peter Seewald, que já havia publicado conjuntamente com Joseph Ratzinger quatro obras de grande destaque: “O Sal da Terra” (1997) e “Deus e o Mundo” (2002), quando Ratzinger ainda era cardeal; “Luz do Mundo” (2010), quando ele já era o Papa reinante; e, por fim, “O Último Testamento” (2016), com Bento XVI já sendo o Papa Emérito. A nova ...