O que a Igreja diz sobre sexo oral?
Antes de tudo, é preciso dizer que nunca
encontrei, na Bíblia ou em algum documento oficial do magistério da
Igreja, a expressão “sexo oral” ou algo que trate do assunto.
Penso, então, que se deva entender por
“sexo oral” a realização do ato sexual do casal por meios orogenitais,
chegando-se ao orgasmo desta forma. Mais explicitamente falando, é o
emprego da boca e da língua que, em contato direto com o órgão sexual do
parceiro, pretende levá-lo ao orgasmo. Realmente isso não tem sentido,
pois não foi assim que Deus programou a vida sexual do casal. É
antinatural.
A moral católica é baseada nisso: o que é natural é moral; o que não é natural, é imoral. O ato sexual é a “liturgia” conjugal, onde o casal celebra o amor e gera os seus filhos. Assim, há duas dimensões na vida sexual: unitiva e procriativa.
É evidente que pelo sexo oral, como
descrito acima, além do mais, fecha as portas para a concepção e
anula-se uma das dimensões do ato sexual. Isso mostra que esse tipo de
atividade sexual deve ser descartada.
Por razões, muito mais graves ainda, o
tal “sexo anal” não deve ser realizado por um casal cristão; é
totalmente antinatural e imoral. Creio que se pode admitir como lícita
alguma liberdade sexual para o casal, enquanto se está no “prelúdio” da
relação, naqueles casos em que o parceiro precisa desse estímulo para
chegar ao orgasmo junto com o outro. Mas não se pode realizar o ato
sexual de maneira oral por ser contra a ordem da natureza. O casal não
precisa dessas extravagâncias para ser feliz na vida sexual.
Não se deve confundir “sexo oral” com o “prelúdio sexual”,
ambos completamente diversos um do outro. O prelúdio, ou preparação
para o ato sexual, com razão, além de lícito, é muito importante. E é
ele, através de todo o contexto de carinho, que diferencia a relação
sexual humana e a animal. Sem as carícias, os toques e as manifestações
de afeto que precedem a consumação do ato sexual, este se limitaria a
uma relação puramente animal.
De modo geral, as esposas precisam de um
bom prelúdio sexual, com carícias até mesmo orogenitais, antes da
penetração, para que possam chegar ao orgasmo. O marido pode e deve
intensificar ao máximo as carícias, os toques, os carinhos e as
palavras, no prelúdio, para que a esposa chegue ao orgasmo na
penetração. É o amor que deve levar o marido a essa atitude, e não apenas a busca de um prazer sem limites.
Não se pode realizar a atividade sexual
por meios não próprios para ele. E é exatamente por isso que, tanto
quanto o sexo anal, o sexo oral é ilícito; é algo totalmente
antinatural.
Comentários
Postar um comentário